Somos de grande valor

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Talvez a pior coisa que se possa perder nesse mundo ou nessa existência é a oportunidade de descobrirmos quem realmente somos, o que e porque pensamos como pensamos e, não menos importante, o que realmente tem valor na vida.

Ao que realmente devemos nos apegar?

A sensação de busca pela eternidade faz com que nos apeguemos à outra busca, a pelo conhecimento da verdade do que realmente importa.

Quando nossa existência passa a fazer sentido para nós, é quando a vida passa a ser melhor aproveitada e vivida.

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Qual Objetivo do Trabalho Missionário na Igreja SUD?

[Enviado por solicitação – O TEXTO NÃO É DE MINHA AUTORIA]

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Transcrito na íntegra:


Olá, caros leitores do site. Estou escrevendo este texto porque acredito que este é um bom lugar para o pensamento livre. Faz anos que eu me questiono sobre algumas práticas missionárias da Igreja e se elas são realmente eficazes ou a quem elas visam atingir realmente. Entretanto, nunca pude comentar nada na Igreja porque seria imediatamente taxado de apóstata por não acreditar em algumas dicas de Pregar Meu Evangelho (PME).

Antes de mais nada, preciso deixar claro que servi como missionário há cinco anos e peguei a fase PME. Já estudava comunicação antes da missão, mas meus estudos mais significativos ocorreram apenas depois que retornei à universidade. Enquanto estudava, percebia que havia falhas na comunicação utilizada pela Igreja em suas abordagens missionárias, fosse pelo trabalho dos élderes e sísteres, fosse em programas como “Mãos que Ajudam”. Hoje não tenho tantos pudores para comentar esse tipo de assunto porque não frequento mais a Igreja. Embora eu duvide de uma série de coisas, eu não tenho ódio pela igreja e, inclusive, me permito indicar alguns amigos aos missionários. Gostaria de contar-lhes algo que aconteceu esta semana para poder ilustrar melhor o ponto em que quero chegar.

Eu levei duas sísteres da nossa área na casa de uma amiga minha de trabalho. Essa amiga não é uma pessoa que se possa chamar de culta. É uma menina simples, com seus problemas familiares, com muitos filhos, pouca instrução, com fé em Deus, mas sem muito estudo de escrituras ou história. Antes de chegarmos à casa dela, eu disse às missionárias que essa amiga provavelmente não era casada e que seria inútil tentar marcar uma data de batismo com ela já na primeira visita. Elas concordaram e disseram que iriam apenas conversar com ela para ver como poderiam trabalhar.

Quando chegamos, essa amiga nos recebeu com um pouco de receio porque já frequenta uma igreja evangélica. As missionárias foram conversando com ela e eu sempre tentando explicar alguma coisa ou outra sobre como funcionava a Igreja (falava sobre a Primária, já que ela tinha filhos, etc). Foi então que eu percebi certo “esforço” das sísteres para usar frases propostas pelo PME. A Sister americana disse: “nossa mensagem é muito grande e não pode ser compreendida de uma única vez”. A outra comentou que a felicidade se concentrava na família, e coisas do tipo.

Para quem não lembra, essas frases são aquelas que o PME sugere para antes de começar cada lição. Na minha época, meu presidente de missão nos mandava que disséssemos essas frases. Aparentemente, alguma “mágica” iria acontecer e as pessoas se sentiriam mais interessadas em nossa mensagem. Tal “mágica” nunca aconteceu e eu penei para encontrar pesquisadores em algumas áreas. Na época eu achava que o meu fracasso era falta de fé no que meu Presidente prometia e achava que eu não tinha fé o suficiente para encontrar aqueles pesquisadores ideais (os eleitos, como chamam). Tinha outros trechos do PME que davam a entender que quando eu tivesse mais fé, então o Senhor confiaria a mim os seus eleitos. Coisa que raramente aconteceu, apesar de eu acreditar indubitavelmente nessas promessas.

Quando retornei à universidade e comecei a estudar comunicação, percebi que a Igreja falha miseravelmente em se comunicar com seu público-alvo. Foi então que eu entendi por que eu batizei pouco na missão. Foi por culpa do meu Presidente de Missão e por sua fé cega em PME.

As sísteres que eu tinha levado na casa dessa amiga estavam totalmente robotizadas. Parecia que elas sentavam na cadeira, apertavam um botão interno na mente e então diziam as mesmas frases de sempre. Eu, quando era missionário, fazia a mesma coisa. Só obtive sucesso quando encontrei pesquisadores que se sentiam interessados em me perguntar sobre o que eu estava falando. Aí então eu me tornava “humano” de novo e, finalmente, conseguia conversar com o pesquisador.

Meu presidente de missão obrigava-nos a fazer práticas das lições. Não sei bem qual era o seu objetivo (queria que aprendêssemos a doutrina, talvez?), mas hoje reconheço o efeito nefasto que isso teve em mim: eu simplesmente me robotizei. Chegava na casa das pessoas e dizia sempre as mesmas frases e esperava que as pessoas reagissem a isso demonstrando interesse. É óbvio que não daria certo, e não deu mesmo. Imagino que as sísteres que estão servindo na minha área também estão sendo obrigadas a praticar lições e assim acabam meio que “decorando um texto”.

Que fique claro que não vejo problema nenhum de dizer algumas das frases introdutórias sugeridas pelo PME, desde que a ocasião justifique. Por exemplo, uma pessoa diz que tem uma doença como um câncer, então o missionário vem falar de profetas e apostasia? E tudo isso acontece porque é forçado a dizer essas coisas. Acredito que o missionário deve se sentir livre para dizer o que achar que deve dizer.

Depois de conversarmos sobre várias coisas do Evangelho, as missionárias deixaram um daqueles livretos das lições com a minha amiga. Era sobre a Restauração. Foi então que me dei conta que aquilo não tem nada a ver com as necessidades da minha amiga. Ela não parecia interessada em saber sobre apostasia e restauração. Ela deveria ouvir sobre outra coisa.

Outro problema desses livretos é a linguagem. O material se preocupa muito mais em ensinar conceitos para as pessoas do que lhes responder perguntas. Olhei para a minha amiga e percebi que ela não teria nenhum interesse em saber a definição do que era uma apostasia ou uma dispensação. Ela não tivera uma educação voltada à curiosidade. Ela era uma pessoa simples, com uma família grande, com problemas de saúde e que se sentia satisfeita na igreja evangélica. Aqueles livretos são apáticos e desinteressantes. Não foram feitos para serem lidos por pessoas comuns. Foram feitos para serem lidos por pessoas inteligentes que já tenham algum conhecimento sobre religiões.

Foi então que eu percebi que o esforço da Igreja quanto à obra missionária está totalmente errado. Os líderes (seja o Profeta ou os Doze) não têm noção de com quem estão falando. Parecem não conhecer as necessidades e limitações das pessoas e sequer se preocupam de escrever um material que envolva mais esse público.

Em Comunicação existe uma regra básica: conheça o seu público-alvo e então converse com ele. Se a Igreja escreve para pessoas inteligentes, e elas são raras no Brasil e no mundo, então é óbvio que teremos pouquíssimos batismos. Mas se fossem escritos para pessoas comuns, talvez estivéssemos nos tornando uma das maiores igrejas do mundo.

Se eu estivesse sendo o missionário ali, e tivesse o conhecimento que tenho hoje sobre comunicação, eu primeiro levaria uma conversa agradável com aquela pessoa. Deixaria ela me contar sobre o seu trabalho, sobre como conheceu seu cônjuge, quando teve os filhos, quais seus principais sonhos e anseios e, de forma geral, deixaria ela falar livremente sobre o que quisesse. Ouviria mais do que falaria. Então, só depois disso eu iria me preocupar em pensar em alguma coisa para falar. Talvez escolhesse apenas um dos princípios das lições e falaria sobre aquilo rapidamente para não tomar muito tempo da pessoa.

O mais engraçado é que isso tudo diz no PME. Lá fala sobre ouvir, sobre ensinar pessoas e não lições, sobre adaptar a mensagem, etc. Mas os presidentes de missão insistem em fazer os missionários praticarem e acabam robotizando seus missionários.

Não sei como está sendo o desempenho de toda a missão em relação a batismos, mas pelo que meus amigos ativos na Igreja comentam, batismo por aqui está mais raro que cometa Haley.

Fico então com as seguintes perguntas:

  1. Não será essa robotização dos missionários que está prejudicando o desempenho das missões?
  2. Será que os Presidentes de Missão recebem instruções específicas para robotizar os missionários?
  3. Se isso acontece, significa que a Igreja se arrependeu de escrever PME e dar certa liberdade aos missionários?
  4. Será que essa robotização dos missionários não é para fazê-los obedecer melhor depois que retornarem para suas casas? Às vezes, o objetivo da missão não é apenas batizar, mas também converter o jovem que se dispôs a servir como Elder ou Sister…
  5. Quando a Igreja se preocupa em ensinar conceitos complicados, será que ela não estará querendo fazer uma “peneira”? Algo como filtrar os mais pobres, mais simples e menos educados, em lugar de pessoas com maior nível intelectual e, consequentemente, mais bem empregadas e bem remuneradas?
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Minha religião me aproxima de Deus?

Calma, não seja apressado(a) em dar a resposta. Vamos antes entender juntos o contexto do que quero dizer com ‘aproximar de Deus’, depois vamos à nossa própria consciência e buscar a resposta.


Essa pergunta me ocorre já há algum tempo, e quase sempre tem relação com a atitude de algum ‘santo dos últimos dias’ (entre os quais mais convivo) ou algum membro de alguma outra denominação (cristã ou não).

O contexto para a pergunta quase sempre se dá em ocasiões onde percebo casos de intolerância, mesquinhez, insensibilidade aos problemas alheios, egoísmo e coisas do tipo, sem contar os casos de artimanhas sacerdotais e ‘domínio injusto’. Tudo isso, pasmem, em defesa do ‘nome do bom deus’ e ‘sua vontade’. Pelo menos é o que dizem ou mentem a si mesmos.

Não raras vezes sinto emoção profunda ao lembrar ou ouvir ou cantar as estrofes de um belo hino com o qual tive experiências espirituais profundas:

“Não me entrego a julgamentos,
Imperfeito sou também
Nos recônditos da alma,
Dores há que não se vêem.”
E não raras vezes vejo em discursos, lições e conversar informais a dádiva do ‘puro amor de Cristo’ simplesmente inexistir. Eu vejo mais ‘espalhar do que ajuntar’, e não raro percebo o quanto o valor dar almas é algo completamente desrespeitado. Alguns chegam ao cúmulo de se posicionarem no papel do próprio Pai como juízes e sentenciadores sobre o pecado dos outros.
Nesse ponto já posso fazer algumas afirmações com base em experimentação pessoal e algum pouco conhecimento das escrituras:
  • – Se alguém acha que mister fazer algum tipo de vingança, retaliação ou coisa do tipo para outrem que errou, este alguém não tem fé em Deus e SUA justiça. Logo, sua religião não o aproximou de Deus.
  • – Se você acha que a frase “ama o pecador, mas abomina o pecado” endossa situação de achar que esse pecado a ser abominado é o que foi praticado pelo pecador, além de estar muito enganado, sua religião não o aproximou de Deus. Esse pecado a ser abominado é o que VOCÊ pode vir a praticar, pois o pedado do OUTRO já foi cometido, e abominá-lo não vai de modo algum ajudar você a amá-lo (ou até ser uma ferramenta de cura nas mãos de Deus).
  • – Se você acha que os fins justificam os meios, ou que o ‘jeitinho brasileiro’ pode ser aplicado na administração da igreja, desculpa, você não só não conhece Deus como provavelmente o está lesando.
  • – Se você acha que o pecador não sente dor, ou o oprimido pelas fraquezas que a natureza ou más escolhas lhe trouxeram não é um ferido que precisa ser amado e respeitado, mesmo que essas lições o tornem rebelde, você ainda não está perto de conhecer Deus. E penso que talvez você precise descobrir o que é ser perdoado, pois duvido que alguma vez tenha sabido o que isso significa.
  • – Se você escuta (ou lê, ou assiste) algo já pensando em defender, refutar, rebaixar ou humilhar, além de um SURDO ESPIRITUAL, você com certeza ainda não ouviu a voz de Deus.
Eu poderia seguir numa lista maior, mas aos meus objetivos esta listagem me basta até aqui.

Infeliz é aquele que utiliza de discursos de preconceito, discriminação ou até ódio para manter domínio sobre mentes fracas e até mesmo fanáticas (listo no final pensadores sobre isso).
“Cuidarei do irmão que sofre,
Sua dor consolarei
E ao fraco e ferido
Meu auxílio estenderei.”

Eu entendo que a primeira defesa das pessoas quando veem suas crenças (ou mundo em que vivem) serem confrontadas é partir para a ‘ignorância’, ou usar do que chamam de dissonância cognitiva (não querer ver o que é claro, que você pode até estar no caminho certo, mas não está andando pela estrada), MAS se você realmente conhece Deus, essa atitude negativa será uma coisa rara na TUA vida.

Deus já esteve em minha vida mesmo em meus dias mais escuros, quando o busquei ele se mostrou “eis-me aqui”. Foi por conhecê-lo um pouquinho que soube que o magoei, que soube que precisava estar em seus braços, sentir de novo sua alegria por mim. É assim que também descobri como ser útil ao meu irmão. Depois de várias demonstrações de Seu amor, foi que descobri que o destino de minha vida é de busca-Lo, na esperança de a cada dia conhece-Lo melhor. E nesse processo, tenho aprendido que muitas coisas que religiosos dizem ou fazem não se encaixa nenhum pouco com o Deus que eu conheço.
Então, você realmente conhece Deus, ou está se tornando apenas mais um marionete fanático religioso?

 Citações:

“O fanatismo tem produzido mais males que o ateísmo.” (Voltaire)

“O fanatismo consiste em redobrar o próprio esforço quando nos esquecemos do objetivo.” (Jorge Santayana)

“Fanático é o sujeito que não muda de ideia e não pode mudar de assunto.” (Winston Churchill)

“O fanatismo é a única forma de força de vontade acessível aos fracos.” (Friedrich Nietzsche)

“A mente de um fanático é como a pupila do olho: quanto mais luz incide sobre ela, mais se irá contrair.” (Oliver Wendell Holmes)

“O fanatismo é um estado d’alma, em que a paixão do crente se converte em alucinações.” (Leoni Kaseff)

“Não querer associar-se senão com aqueles que aprovamos em tudo é uma quimera, é mesmo uma espécie de fanatismo.” (Émile-Auguste Chartier, “Alain”)

“O fanatismo é para a religião o que a hipocrisia é para a virtude.”
(Charles Palissot de Montenoy)

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Comigo Mesmo

Eu aqui,

Cheio de sonhos.

Eu aqui,

Cheio de frustrações.

Eu aqui,

Cheio de esperanças.

Eu aqui cheio,

Eu aqui.

Mas por quanto tempo?

O eterno é poder me sentir.

O eterno é poder viver.

O eterno é o que aprendi.

E eu aqui…

Sentindo um vazio.

Sentindo um espaço vago,

Preenchido unicamente pela paz,

Pela serenidade desse alvorecer de inverno,

Nesta areia do rio.

Rio calmo e sereno.

Rio gélido pelo nevoeiro matutino.

E eu aqui aquecendo as mãos.

E eu aqui.

Estou aqui,

Mas assim que o sol despontar,

Eu não mais estarei aqui…

— afinal, preciso trabalhar.

Quem sabe quando voltarei…

Mas eu espero.

Eu sempre estarei aqui,

Quando eu novamente precisar de mim.

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Primeiro o mais importante (first the first)

Valor

O que é a verdade? Como certo personagem histórico parece ter perguntado.

A necessidade pela essência de ser eterno em alguns casos leva pessoas como eu a buscar conhecimento pessoal de identidade e propósito. Quanto mais eu me aperfeiçoa na arte de me entender e entender ao que me cerca, maior e mais realizado me sinto. Mas também mais distante de ser compreendido pelos que me cercam… a linguagem vai ficando mais complicada, e parece que não se fala mais a mesma língua.

A busca pelo entendimento ajuda a curar a mim mesmo, a entender os demais e assim sinto-me cada vez mais próximo do eterno, do que realmente é mais importante da vida ou dessa existência.

É nesse mote que buscarei escrever por aqui algumas vezes.

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